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O que é glúten?

Saiba mais sobre este componente que está em todos os rótulos de alimentos.

O glúten é uma proteína presente no trigo, cevada, centeio, aveia, triticale, malte e painço e em todos os seus derivados, como a
farinha, farelos, germe, etc.

Ele é formado quando se adiciona água à farinha, onde seus dois componentes (gliadina e glutenina) se aglomeram para formar a massa. Conforme a massa é trabalhada, o glúten confere elasticidade, plasticidade e adesividade, permitindo o crescimento do pão, sua maciez e boa textura.

O fubá e as farinhas de milho, arroz, batata, mandioca, amido de batata e soja não apresentam estas propriedades por não conterem um destes componentes que formam o glúten.

De acordo com a Lei n0 8.543, de 23 de dezembro de 1992, há a obrigatoriedade de informar no rótulo a presença de glúten nos alimentos. Isto porque diversas pessoas apresentam sensibilidade a esta proteína.

Esta sensibilidade, também conhecida como Doença Celiaca, é caracterizada principalmente por vômitos, diarréias, distensão abdominal e dificuldade na absorção dos nutrientes pelo organismo. Como esta doença não tem cura, a pessoa deve evitar, de acordo com a indicação de um nutricionista, os alimentos que contenham glúten.

Assim, a pessoa intolerante ao glúten, deve evitar os produtos como pães, biscoitos, bolos, massas, salsichas, hambúrguer, salgadinhos, leite maltado e outros produtos que contenham farinha de trigo, cevada, aveia e centeio. O importante é estar sempre atento ao rótulo dos alimentos que for consumir.
As pessoas que não apresentam este tipo de doença intestinal podem consumir tranqüilamente produtos contendo glúten. Mas atente-se que estes alimentos contêm calorias e outros nutrientes.

Para saber mais, consulte sempre um Nutricionista. Ele é a pessoa mais indicada para conversar com você sobre alimentação.

Fonte: Michele Cristiane da Silva Votre e Ursula Pinto de Macedo Viana

Site Médico

Novos Cardápios

Os cardápios confeccionados são elaborados por nutricionistas que se baseiam em receitas tradicionalmente goianas, selecionadas pela equipe da Gerência de Alimentação e Nutrição Escolar do Estado de Goiás, e são calculados para atender 15% das necessidades nutricionais dos alunados e com per capita de R$ 0,22. Mais de 3.000 sugestões de cardápios já foram elaborados pela GANE para as Unidades Escolares Estaduais contendo soja, peixe, alimentos da horta, frutas nativas do cerrado e diversos alimentos regionais.

Recentemente a GANE introduziu também o uso dos alimentos nutricionais na alimentação escolar, com objetivo de facilitar a elaboração da merenda, para as unidades escolares que não tem pessoal específico para este serviço.

Para baixar a apostila clique aqui com o botão direito do mouse escolhendo a opção “Salvar destino como”.

 

Profª. Neusa
Gerente de Alimentação e Nutrição Escolar

ALIMENTOS ORGÂNICOS

Nos estudos comparativos entre produtos de agricultura convencional e da Agricultura Orgânica, espera-se que os orgânicos apresentem um teor balanceado (e não necessariamente aumentado) de nutrientes, pois são produzidos a partir de um solo mais rico e equilibrado. Ao nível de macronutrientes, formados essencialmente a partir da fotossíntese, a qualidade do solo não é um aspecto relevante para o valor nutricional, porém acredita-se que as plantas orgânicas apresentem melhor valor nutricional sob o enfoque sistêmico. Alguns estudos comparativos indicam que as frutas, verduras e cereais orgânicos contém mais minerais, aminoácidos, vitamina C, açúcares totais e fitoquímicos, além de maior teor de matéria seca quando comparados aos convencionais ou àqueles produzidos com a utilização de adubos de síntese química.

Para os alimentos de origem animal, provenientes de animais não confinados (forma de manejo preconizada no sistema orgânico de produção animal) apresentaram estudos que mostram maior teor de fitoquímicos e de vitamina A, além de um equilíbrio na relação entre os ácidos graxos ômega 3 e 6 nas carnes, leitee ovos desses animais.

O aumento do teor de matéria seca verificada nos alimentos orgânicos significa menos água e um maior tor de nutrientes em 100g de alimento. Isto explica também o aumento no prazo de validade dos alimentos orgânicos, pois havendo menor umidade e teor de água livre no alimento, haverá menor grau de proliferação bacteriana e de deterioração precoce do alimento. Pesquisas demonstram que batatas, cenouras, maracujás e alfaces produzidos com preparados biodinâmicos e orgânicos têm mais matéria seca e duram mais que os vegetais convencionais. Estudos apontaram a superioridade das características organolépticas em produtos orgânicos.

Fonte: Elaine de Azevedo, Nutricionista, Mestre em Agroecossistemas (PPGRA/CCA/UFSC) e Doutorada em Sociologia Política (CHF/UFSC). Docente da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL).

 

 

Alimentos perecíveis na lancheira
podem provocar intoxicação alimentar.
Evitar frios, cozidos e sucos caseiros assegura a saúde das crianças,
ensina o especialista em higiene dos alimentos, Dr. Roberto Figueiredo

 

O que colocar na lancheira das crianças para que elas fiquem bem alimentadas e, ao mesmo tempo, não corram riscos de intoxicações alimentares? Segundo o especialista em higiene dos alimentos, biomédico Roberto Figueiredo – o Dr. Bactéria do programa Fantástico, os lanches preparados em casa sem os cuidados necessários podem ocasionar sintomas desagradáveis, como diarréia, vômito, febre e até paralisação respiratória, cardíaca e mental.

“O ideal é oferecer apenas produtos não-perecíveis, como frutas, biscoitos, legumes secos, pães e geléias”, explica. Os sanduíches devem ser preparados momentos antes da criança sair para a escola e somente com defumados, como salame e queijo provolone – que podem ser mantidos fora da geladeira. “Complementos como alface, catchup, mostarda e maionese comercial também estão liberados”, garante o biomédico.

As restrições estão nos frios, como presuntos e queijos em geral (inclusive requeijão), bolos recheados, ovos, carnes, aves, pescados e legumes cozidos. “Estes alimentos não podem ser mantidos fora de refrigeração por mais de duas horas e devem ficar abaixo de 7° C, o que é inviável em uma lancheira”, alerta Figueiredo. As mães devem, ainda, evitar os achocolatados e sucos caseiros, preferindo apenas os de embalagens tipo Pet.

Outro cuidado se refere à limpeza das frutas, já que a higienização inadequada pode provocar Hepatite A. “A dica é lavá-las com água corrente e utilizar uma escovinha para remover bactérias, vírus e resíduos de agrotóxicos. Além disso, não se deve usar sabão ou detergente e as frutas devem estar refrigeradas antes da lavagem”, completa o especialista.

 

Deve 

Não Deve

Frutas

Ovos

Biscoitos

Carnes, aves e pescados

Pães

Requeijão

Geléias

Maionese ou molhos caseiros

Sanduíches com defumados (provolone e salame, por exemplo)

Lanches com queijos em geral e presunto

Legumes secos e alface

Legumes cozidos

Produtos não-perecíveis (como catchup, mostarda e maionese comercial)

Qualquer tipo de produto perecível

Achocolatados e sucos de embalagem tipo Pet

Sucos, vitaminas ou achocolatados caseiros

Bolos caseiros (como pão-de-ló ou industrializados sem recheio)

Bolos com cremes ou qualquer tipo de recheio

 

Sobre o biomédico

 

O biomédico e consultor Roberto Martins Figueiredo, especialista em higiene de alimentos e apresentador do quadro Tá Limpo! no programa Fantástico (Rede Globo), como Dr. Bactéria, é especializado em Saúde Pública e em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Engenharia da Qualidade (Controle de Processos e Auditorias) pela Universidade de São Paulo (USP).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dr. Bactéria

As 15 Perguntas Mais Frequentes Feitas ao Doutor Bactéria:

1 - O MICROONDAS PODE DEIXAR RESÍDUOS NOS ALIMENTOS ?
O microondas possibilita uma agitação das moleculas de água. Esta agitação gera atrito e calor. Desligando,o microondas, as moléculas de água param não ficando resíduo.

2 - LATINHAS DE REFRIGERANTE E CERVEJA PODEM CAUSAR A LEPTOSPIROSE ?
Teoricamente sim. A urina do rato tem de ser fresca, para o Leptospira sobreviver. No contato com a boca tem de existir um corte na gengiva (pela escovação, p.ex.), além disto, está na dependência da resistência da pessoa.

3 - COMO PREPARAR UM CHURRASCO SEM RISCOS ?
Descongelar na geladeira. Retirar as carnes aos poucos da refrigeração. Utilizar placas de corte de plástico, uma para carnes cruas outra para carnes assadas. Assar totalmente frangos, suinos e derivados.

4 - POR QUE NÃO DEVEMOS COLOCAR OS OVOS NA PORTA DA GELADEIRA ?
Os ovos são perecíveis.O local da geladeira que mais sofre variações de temperatura é na porta (devido ao abre e fecha). Os ovos não podem sofrer trepidação, na porta ocorre. Não coloque alimentos perecíveis na porta. O problema é a Salmonella.

5 - POR QUE NÃO DEVEMOS DAR MEL PARA CRIANÇAS MENORES DE 1 ANO ?
Menores de 1 ano não possuem uma flora bacteriana intestinal protetora contra patogênicas (ex. Cl. botulinum). O mel pode conter esta bactéria. 5% do Botulismo infantil é ocasionado pelo mel. Os maiores de 1 ano já possuem esta flora, não há riscos.

6 - COMO HIGIENIZAR AS CAIXAS DE ÁGUA ?
Jatear água nas paredes, teto e piso, esgotando via balde (nunca pelo encanamento), pulverizar solução de cloro (200 mg/l), instalar um forro plástico, instalar um plástico na tampa da caixa, lacrar. Repetir a cada 6 meses.

7 - QUAL A TÉCNICA CORRETA PARA LAVAR AS MÃOS ?
Utilizar água morna + sabonete (de preferência inodoro e líquido, com ação antisséptica), enxugar em papel toalha. Utilizar lixo com abertura por pedal.

8 - O QUE FAZER PARA EVITAR O BOTULISMO NO PALMITO ?
O palmito pode conter esporos de Clostridium botulinum. Quando em condições boas, tipo em latas, podem produzir toxinas (veneno) ocasionando o Botulismo. Este veneno não resiste a temperaturas altas. A fervura elimina o perigo.

9 - COMO HIGIENIZAR HORTALIÇAS ?
“Coloque na geladeira logo após a compra (1 a 2 horas). Retire, separe as folhas ruins. Lave, folha a folha, em água corrente. Imergir em solução de cloro (1 colher de sopa de água sanitária por 1 litro deágua) por 10 minutos. Servir.”

10 - QUAL O NOME DOS LIVROS PUBLICADOS PELO Dr. ROBERTO M. FIGUEIREDO ?
” PRP - PROGRAMA DE REDUÇÃO DE PATOGENOS, COMO NÃO COMER FUNGOS, BACTÉRIAS E OUTROS BICHOS QUE FAZEM MAL e AS ARMADILHAS DE UMA COZINHA - Ed. Manole.Pedidos: (0XX11)3846-6834.

11 - QUAIS SÃO OS GRUPOS DE RISCO MAIS POTENCIAIS PARA PEGAR DOENÇAS VEICULADAS POR ALIMENTOS ?
Crianças menores de 5 anos, idosos maiores de 60, mulheres grávidas e imunodeprimidos (pessoas com câncer, AIDS, transplantados, pós operatório, etc) , não devem comer alimentos crus ou semicrus. Para outras pessoas o risco é baixo, mas existe.

12 - POR QUE NÃO DEVEMOS TAMPAR ALIMENTOS NA GELADEIRA ?
A geladeira é uma fábrica de vento gelado. Você precisa dar condição para que este vento entre em contato com o alimento e roube o calor dele. Após 1 a 2 horas, este vento já teve ação, pode fechar ou tampar.

13 - PODEMOS RECONGELAR OS ALIMENTOS ?
Sendo o descongelamento efetuado sob refrigeração, poderá recongelar, no entanto, quando descongelar novamente, deverá se feito também na geladeira e consumir imediatamente.

14 - QUAIS SÃO OS GRUPOS DE MICRORGANISMOS QUE EXISTEM ?
Existem 3 grupos de microrganismos, úteis (iogurte, vinagre, pinga), deteriorantes (reciclagem na natureza) e os patogênicos (que causam enfermidades). Os dois primeiro são importantes para a manutenção da vida.

15 - ESPONJAS REPRESENTAM UMA FONTE DE CONTAMINAÇÃO NA COZINHA ?
Realmente a esponja é um foco de contaminação. Após cada utilização, lavar com água e sabão, espremer bem, e deixar em lugar seco, nunca sobre o sabão. Trocar sempre que começar a sair fragmentos.


 

 
 

1 Castanha por dia!

Cabe na palma da sua mão, e ainda sobra um espaço e tanto, a arma que vai superproteger as unidades microscópicas do seu organismo. Em segundos, ao mastigar uma única castanha-do-pará, você recarregará os níveis de um mineral extremamente importante para uma vida longa e saudável: o selênio. A pequena oleaginosa repõe a quantidade do nutriente necessária para dar combate ao envelhecimento celular, causado pela formação natural daquelas incansáveis moléculas que danificam as células, os radicais livres.Um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, atesta que a ingestão diária de duas castanhas-do-pará recentemente rebatizadas castanhasdo- brasil eleva em 65% o teor de selênio no sangue. Mas provavelmente os neozelandeses não usaram o legítimo produto brasileiro. Ora, nós somos sortudos. É que as castanhas produzidas no Norte e no Nordeste do país são tão ricas em selênio que bastaria uma unidade para tirar o mesmo proveito. A recomendação é de que um adulto consuma, no mínimo, 55 microgramas por dia, diz a nutricionista Bárbara Rita Cardoso, pesquisadora do Laboratório de Minerais da Universidade de São Paulo. E com uma unidade da nossa castanha já é possível encontrar bem mais do que isso de 200 a 400 microgramas do bendito selênio. Aliás, o limite de consumo diário do mineral é de 400 microgramas, portanto, não vá com muita fome ao pote. No caso de uma criança, meia castanha seria suficiente, afirma Silvia Cozzolino, presidenta da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição.

E por que toda essa fama do selênio? Ele é essencial para acionar enzimas que combatem os radicais livres, responde Christine Thomson, a pesquisadora neozelandesa que investigou as propriedades da castanha. O selênio se liga a algumas proteínas já existentes em nosso corpo para formar essas enzimas antioxidantes, descreve, completando, Bárbara Cardoso. Na ausência dele, as tais enzimas fi cam sem atividade e, então, deixam de combater os radicais e ainda desguarnecem as defesas do organismo.

O mineral da castanha também teria um papel especial na proteção do cérebro. É que, com essa capacidade de acabar com a farra dos radicais livres, as células nervosas seriam preservadas, evitando o surgimento de doenças neurodegenerativas com a idade. Justamente por isso, a pesquisadora Bárbara Rita Cardoso começa a estudar os possíveis benefícios do selênio em portadores do mal de Alzheimer. A gente desconfi a que nesses pacientes os radicais façam maiores estragos, diz ela.

A tireóide também funciona melhor na presença do selênio, acrescenta Christine Thomson. Isso porque, se não houver esse elemento, ela não consegue produzir direito seus célebres hormônios. O mineral também está intimamente associado à capacidade de o organismo se livrar de substâncias tóxicas, ajudando-o inclusive a expulsar possíveis metais pesados que se alojam nas células (veja quadro à esquerda).

Apesar de tudo isso, o badalado selênio deve ser apreciado com moderação. Quando os especialistas recomendam uma castanha diária, é para segui-lo à risca. Acredite: o conselho não é nem um pouco mesquinho. Esse consumo ideal e comedido é que faz todas essas enzimas que dependem do nutriente trabalharem de forma adequada, diz Bárbara. Em excesso, o selênio não vai potencializar sua ação. E o pior: mais cedo ou mais tarde, o exagero rotineiro vai revelar o lado negro da substância. Sim, ele existe: a toxicidade. Ela acontece se a pessoa ingerir mais de 800 microgramas por dia, adverte Silvia Cozzolino. É que o selênio tem efeito cumulativo, emenda Christine Thomson.

Isso não signifi ca que abusar das deliciosas castanhas em uma happy hour com amigos traga grandes ameaças. De vez em quando, dá até para superar a quantidade recomendada. O perigo é comer essas oleaginosas além da conta todo santo dia. Quem experimentar ataques sucessivos de gula poderá sentir dor de cabeça, fi car com as unhas fracas e ver seus cabelos caírem. Mas, em geral, quem come dez castanhas hoje não vai se empanturrar delas amanhã, usa a lógica a expert em nutrição Silvia Cozzolino. No máximo, o preço desse pecado será um mau hálito parecido com o bafo de alho acredite!

Não corre o mesmo risco quem comer, vez ou outra, algum prato que leve a castanha na receita até porque, seja doce ou salgado, difi cilmente uma porção reunirá tantas unidades assim. E saiba: nem o fogão nem a geladeira conseguem detonar as reservas de selênio. No dia-a-dia, porém, nada melhor do que a praticidade de botar na mochila, no bolso ou na bolsa a sua estrela solitária. É saúde na medida certa!

Para chegar à quantidade de selênio de uma castanha-do-pará (de 5 gramas), você teria que consumir, em média, o equivalente a…

3 filés de frango (100 gramas cada um)

16 pães franceses (50 gramas cada um)

100 copos de leite (200 mililitros por copo)

10 ostras (33 gramas cada uma)

3 latas de sardinha em conserva (130 gramas cada uma)

COMIDA ANTITÓXICA

Uma das principais benesses do selênio é a sua capacidade de desintoxicar o organismo. O mineral atua em mecanismos que favorecem a eliminação de metais pesados pelas fezes e pela urina, explica a nutricionista Bárbara Rita Cardoso. Esses metais nocivos, como o mercúrio e o arsênico, fi cam impregnados no organismo quando, por exemplo, consumimos peixes de má procedência, que vieram de águas poluídas. E, daí, disparam inúmeros problemas em nossos tecidos, do envelhecimento ao câncer algo que é freado com o sistema de limpeza acionado pelo consumo da castanha.

SUPLEMENTAÇÃO, A POLÊMICA

A natureza oferece fontes de selênio, mas há quem prefi ra recorrer às cápsulas. Estudos recentes revelam que isso pode ser bobagem: o melhor seria buscar o mineral na comida mesmo. O selênio dos alimentos é mais bem absorvido pelo organismo, justifi ca o pesquisador Alexei Lobanov, do Departamento de Bioquímica da Universidade Nebraska-Lincoln, nos Estados Unidos. E, já que a quantidade de que precisamos nem é lá tão alta, a suplementação deveria fi car restrita a casos especiais.

TERRA BOA, FRUTO RICO

A concentração de selênio em um alimento depende do solo em que é cultivado. De acordo com o engenheiro agrônomo José Urano de Carvalho, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a castanheira, nativa da fl oresta Amazônica brasileira, além de ter uma incrível habilidade para extrair o mineral, comparada a outras espécies, encontra na terra de lá uma enorme quantidade de selênio. Por isso seus frutos são campeões no elemento. As castanhas-do-pará são cultivadas pra valer na região Norte, especialmente no cinturão amazônico, mas o Brasil já não lidera o ranking de produção da oleaginosa. Hoje é a Bolívia que ocupa o primeiro lugar, revela Urano.

 

…não mais do que isso, garante as doses de selêniode que seu corpo precisa para preservar cada célula,

botar para fora possíveis substâncias tóxicas e viver mais.

 

por DIOGO SPONCHIATO

 

A soja é uma planta de origem oriental, que é consumida em larga escala nos países asiáticos, sob as mais diversas formas. Foi introduzida nos Estados Unidos da América do Norte, sendo a principal fonte de matéria-prima para a extração de óleo vegetal comestível para uso na alimentação humana.

Certamente, Por outro lado, notáveis progressos têm sido conseguidos no desenvolvimento de produtos substitutos da carne e do leite de vaca. Assim, a farinha de soja desengordurada pode substituir parte da farinha de trigo e de milho, elevando o valor protéico dos produtos alimentícios elaborados. A farinha de trigo tem um teor de proteína de cerca de 12,7% e a farinha de milho desengordurada (degerminado) de 7,9%.

          Nos Estados Unidos, têm sido imensas as pesquisas objetivando o melhor aproveitamento dos derivados da soja na alimentação humana. No Brasil, o cultivo da soja ocorreu a partir da década de 1.950, que passou por uma extraordinária expansão, tornando o nosso país o segundo produtor mundial, ultrapassado apenas pelos Estados Unidos. A principal utilização dos grãos de soja é para a obtenção do óleo comestível e do farelo para ração animal.

 

         O Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), de Campinas, vêm pesquisando a utilização da soja e de seus derivados, com o objetivo de obter alimentos enriquecidos, com alto valor protéico e boas características organolépticas, para atender principalmente as necessidades da população mais carente, com acentuada desnutrição protéica. Os produtos alimentícios oferecidos devem também apresentar características que permitam boa aceitação a custos reduzidos.

Nos grandes centros urbanos, uma parcela significativa da população apresenta problemas sérios de desnutrição protéica, atingindo principalmente a infantil, que afeta o seu desenvolvimento físico e mental. Em Campinas, foi desenvolvido um programa envolvendo a população infantil, cursando a escola de 1º grau. Foi preparado leite de soja longa vida aromatizado, que foi distribuído principalmente nas escolas, em que predominavam alunos de famílias de baixa renda.

As crianças, em razão do custo, não têm o hábito de consumir leite de vaca. Mesmo quando consumido, só o aceitam quando aromatizado, com preferência dos sabores de chocolate e de morango. O leite longa vida aromatizado foi embalado em caixas com capacidade para 200 ml. Com um quilo de grãos de soja foram obtidos sete litros de leite, com composição química semelhante à do leite de vaca. Ao leite obtido foram adicionados 4% de açúcar e 0,2% de sal. Os aromas preferidos foram os de chocolate e de morango. A aceitação do leite de soja foi muito boa, sem nenhuma rejeição. Outro produto testado foi o macarrão, obtido de farinha mista de trigo contendo 20% de farinha de soja desengordurada, foi servido na forma de macarronada, tendo sido comparado com o elaborado somente com farinha de trigo. Não conseguiram detectar diferença entre os dois tipos de macarrão, mesmo por parte das professoras. Em um programa de alimentação de gestantes e nutrizes, foi preparada uma farinha composta de farinha de milho degerminado, de farinha de soja desengordurada e de leite em pó desnatado, adicionando-se uma certa porção de açúcar. O produto teve boa aceitação, permitindo oferecer um alimento de bom valor nutritivo a custo reduzido.

A adição de farinha de soja desengordurada a produtos a base de cereais, como as farinhas de trigo e de milho, é um meio barato de melhorar o valor nutricional, sendo muito utilizado no enriquecimento protéico de pães, bolachas, tortas e outros tipos de alimentos de confeitaria.

Pelas suas características funcionais, o isolado protéico de soja é muito utilizado no processamento de produtos cárneos., possuindo um teor de proteína acima de 90%. Ele é usado no processamento de embutidos, almôndegas, quibe, hambúrguer e de outros produtos cárneos.

Deste modo, a soja e seus derivados, oferecem excelentes possibilidades, como uma proteína de alta qualidade para serem empregados sob as mais variadas formas, no processamento de produtos alimentícios destinados ao consumo humano, com melhor valor nutritivo e custos reduzidos.

 

Tire Dúvidas: Soja na Alimentação

 

 

1.      A soja é um alimento capaz de prevenir doenças?

 

A soja é considerada um alimento funcional, pois fornece nutrientes ao organismo e traz benefícios para saúde. É rica em proteínas, possui isoflavonas e ácidos graxos insaturados e, segundo pesquisas na área médica, tem ação na prevenção de doenças crônico-degenerativas. Também é uma excelente fonte de minerais como ferro, potássio, fósforo, cálcio e vitaminas do complexo B. A manutenção da saúde, no entanto, não é feita apenas com o consumo de alimentos funcionais. É preciso aliar dietas e hábitos saudáveis, como a prática de esportes.

  2. Há alguma contra-indicação ao consumo diário de soja?

 Como é um alimento, a soja pode ser consumida diariamente, sem limite de quantidade. No caso de consumo da farinha integral (kinako), sugere-se a ingestão de pelo menos duas colheres de sopa por dia, que podem ser misturadas ao leite, ao iogurte, às frutas picadas, a sucos e vitaminas, por exemplo. 


3. O que é isoflavona?

 

A isoflavona é um composto da soja, também chamado de fitoestrógeno, que atua na prevenção de doenças crônico-degenerativas como o câncer de mama, de cólo de útero e de próstata. Sua estrutura química é semelhante ao estrógeno (hormônio feminino) e, por isso, é uma substância capaz de aliviar os efeitos da menopausa e da tensão pré-menstrual. As propriedades estrógenas também ajudam a reduzir um outro problema causado pela deficiência hormonal: a osteoporose. 

 

4. A presença de fitatos na soja causa algum problema à saúde?

 

Os fitatos, conhecidos também como ácido fítico, são compostos químicos utilizados pelas plantas para armazenar o mineral fósforo no interior de suas células. São considerados fatores antinutricionais, pois reduzem a biodisponibilidade no organismo de minerais divalentes como: cálcio, ferro, magnésio, manganês, cobre e zinco, principalmente.

Entretanto, a partir da década de 90, inúmeros estudos científicos internacionais têm mostrado que os fitatos também atuam como potentes agentes anti-oxidantes (prevenindo a oxidação ou envelhecimento das células), cumprindo assim uma função importante na redução dos riscos de inúmeras doenças crônicas e degenerativas, como alguns tipos de câncer e artrites.

É por isso, que hoje os fitatos são considerados compostos funcionais e sua ingestão é de grande importância para a redução dos riscos dessas doenças.
O teor de fitatos na soja é da ordem de 1,5% da composição do grão, no feijão de 2,5% e nos farelos como o de trigo e o arroz é da ordem de 4,5%.
 


5. Qual deve ser o consumo diário de soja para prevenção de doenças do coração?


          Em1999, o FDA (Food and Drugs Administration, agência que regulamenta o comércio de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos) emitiu um documento para oficializar o potencial terapêutico da soja na prevenção de doenças do coração. O FDA se baseou em estudos científicos realizados por pesquisadores de diversas universidades, institutos de pesquisa, hospitais-escola e pela Associação Americana do Coração (AHA). Esses estudos demonstraram que a ingestão diária de 25 gramas de proteínas de soja ( cerca de 60 gramas de grãos ou farinha de soja) reduzem significativamente as taxas do colesterol sangüíneo total, do LDL-colesterol e, também, aumentam os valores de HDL presentes no sangue, reduzindo assim os riscos de doenças cardiovasculares, como o infarto, a trombose e a aterosclerose.


6. Como a soja atua na redução dos sintomas da Tensão Pré-Menstrual (TPM) e na regulação dos hormônios na menopausa?

 

  A tensão pré-menstrual e o climatério são causados por alterações hormonais, principalmente no nível de estrógeno no sangue. As mulheres em fase de pré-menopausa e menopausa podem se beneficiar de uma dieta com ingestão diária de soja, que é rica em isoflavonas. As isoflavonas são fitoestrógenos com estrutura química bastante semelhante à do estrógeno, entretanto apresentam baixíssima atividade hormonal em humanos.

7. Posso substituir os hormônios químicos usados na terapia de reposição hormonal pela soja?

 

  A substituição dos hormônios químicos deve ser discutida previamente com seu médico. Estudos internacionais indicam que a isoflavona é capaz de substituir os hormônios sintéticos empregados na terapia de reposição hormonal (TRH), cuja indicação vem sendo questionada por cientistas da área médica devido ao aumento, principalmente, da incidência de câncer de mama.


8. Qual a diferença entre consumir as cápsulas de isoflavonas e a farinha integral (kinako)?

 

As cápsulas de isoflavonas vendidas no mercado contêm a isoflavona isolada, enquanto o kinako é elaborado com o grão inteiro, mantendo-se assim todas as propriedades benéficas da soja. 


9. Qual a forma mais saudável para o consumo da soja: “leite” ou kinako?

 

Ambas as formas fazem bem à saúde e podem ser consumidas diariamente. O “leite” é mais facilmente digerido pelo organismo, no entanto, o kinako (farinha de soja integral) é mais nutritivo, pois possui todas as propriedades do grão in natura.


10. Como saber se a soja que compro é transgênica?


        No Brasil, o cultivo comercial de transgênicos está proibido, mas já foram constatados casos de plantio clandestino. Visualmente não há diferença entre a soja transgênica e a convencional, por isso, o ideal é que o fornecedor do grão conheça sua origem e a especifique na embalagem.

11. A soja engorda?

 Como a soja é um alimento calórico-protéico, uma ingestão em grande quantidade, assim como de qualquer alimento, pode provocar aumento do peso corporal dependendo, é claro, do metabolismo de cada pessoa. A soja possui 395 calorias por 100 g de grãos enquanto o arroz tem 364 calorias, o feijão 344, o grão de bico 364, a lentilha 340 e a ervilha 343. 

   

12. As pessoas que apresentam problemas de acúmulo de ácido úrico no organismo podem consumir soja?

De acordo com informação contida no livro “A saúde brota da natureza”, do professor Jaime Bruning, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, ” a soja não contém compostos purínicos, que são os responsáveis pela formação do ácido úrico no organismo. Assim sendo ela é muito recomendada como alimento dietético nesses casos.”

13. O consumo de soja enfraquece os ossos?

A soja, como o feijão, ervilhas, lentilha e grão-de-bico, contém fatores anti-nutricionais chamados de inibidores de proteases (inibidor de tripsina e inibidor de quimiotripsina). Esses fatores anti-nutricionais, que reduzem a biodisponibilidade no organismo das proteínas ingeridas, são, no entanto, inativados no processo de tratamento térmico da soja (cozimento ou torra) antes do consumo. Como ninguém consome soja crua, não há risco quanto a absorção de proteínas pelo organismo. Portanto, não é correta a informação de que comer soja “enfraquece os ossos”, isso é uma lenda.

 

 

Fonte: Embrapa

 

 

A Pêra

A pêra é o fruto comestível da pereira, uma árvore do gênero Pyrus, e uma das mais importantes frutas de regiões temperadas. A pêra é muito apreciada por usas propriedades nutritivas e pelo delicado sabor. Ideal para regimes, por ter baixo valor calórico (cerca de 53 calorias por cada 100g de fruto).

A pêra é uma fonte rica de vitaminas do complexo B, que contribui para o equiíbrio da pressão sanguínea e para a saúde cardiovascular em geral. É uma das frutas mais ricas em sais minerais, incluindo sódio, potássio, cálcio, fósforo, enxofre, magnésio, silício, ferro, vitamina C, provitamina A, que contribuem na formação dos ossos, dentes e sangue, ajuda também a manter o equilíbrio interno, o vigor do sistema nervoso e ainda auxiliam na digestão e na eliminação de toxinas e resíduos orgânicos.

Consumida com casca é uma boa fonte de fibras, auxiliando no combate à prisão do ventre, inflamação do intestino e da bexiga. Além de ser consumida ao natural, a pêra é ótima no preparo de tortas, compotas, geléias, mousses e cremes. Em pratos salgados, ela é excelente para acompanhar queijos de sabores picantes como o provolone e o gruyère.

Variedades:

  • Willians;
  • Packan´s Triumph;
  • D’Anjou;
  • Asiática;
  • Rocha (Portuguesa)

É PRATICAMENTE UNIVERSAL O HÁBITO DE TOMAR CAFÉ NO DESJEJUM MATINAL

 

Frequentemente aparece uma matéria que aponta malefícios ou benefícios do café. De um mês para o outro, a bebida passa de causadora de uma doença para agente preventivo de outra. Mas em vez de auxiliar, essa enxurrada de informações só mantém a dúvida: afinal, café faz mal ou bem para a saúde?

 

Em quantidades moderadas - o equivalente a 3 xícaras ao dia - a cafeína não é prejudicial a saúde humana!

Benefícios:

- Melhora a memória;
- Propriedade antioxidante, atua contra o envelhecimento das células;
- Promove a interação social;
- Efeitos antidepressivos; entre outros…

Malefícios:

- Irritabilidade;
- Manchas dos dentes;
- Irritação do estômago, levando a gastrite;
- Tremores; entre outros…
- ansiedade;

Atenção:

A MELHOR RECEITA É NÃO EXAGERAR NA DOSE !

 

Nutricionista: Camila Marques de Farias - Programa de Atenção ao Trabalhador do Ipasgo

Fast Food

O tempo talvez seja um dos principais elementos de valor no contexto globalizado atual. As sociedades, majoritariamente as ocidentais, se tornaram muito apressadas. Um reflexo dessa “correria” é encontrado na alimentação, nos chamados fast-foods (do inglês, “comida rápida”). Para quem tem de almoçar todos os dias fora de casa – situação de pelo menos um em cada quatro brasileiros que vivem nas grandes cidades –, há poucas opções além das refeições rápidas. Comer em fast food é prático e barato, porém pode se tornar muito nocivo a saúde.

Fast food é uma expressão utilizada para se referir a todo alimento preparado em um pequeno intervalo de tempo e consumido por conveniência, como sanduíches e pizzas. De fato, esse hábito alimentar se tornou um elemento cultural em alguns lugares, especialmente nos Estados Unidos, fato criticado desde o final do século XX. Um dos piores perigos desse hábito foi comprovado através dos dados demonstrando a obesidade dos americanos: Entre 1988 e 1994, 23% dos habitantes do país podiam ser caracterizados clinicamente como obesos. Em 1999, esse número subiu para 30%.

Por necessidade ou opção, os brasileiros aderiram ao sabor e à praticidade dessas “refeições leves”, sem grande valor nutritivo, servidas em lanchonetes coloridas que invadiram os centros urbanos. Bom ou ruim? A verdade é que, se fossem consumidos com moderação, esses pratos não seriam tão nocivos à saúde.

Além de uma refeição dessas ser extremamente calórica (um sanduíche, um refrigerante médio e algumas batatas fritas possuem em torno de 1500 Kcal), correspondendo à grande parte do que deveria ser ingerido num dia, pode causar problemas de saúde.

A grande quantidade de gordura presente nesses alimentos pode elevar os níveis de colesterol, aumentando o risco de doenças coronárias. Além disso, o açúcar presente nesses alimentos pode ter uma ligação direta com doenças cardíacas e diabetes.

Segundo o estudo Desenvolvimento do Risco Arterial Coronário em Jovens Adultos feito nos Estados Unidos, a obesidade é responsável por cerca de 300 mil mortes no país, e a cultura do fast-food é, provavelmente, o principal responsável por isso.

 

Nutrientes em desequilíbrio

 

Num fast-food, normalmente sobra…

  • Gordura – Pessoas obesas têm mais propensão para desenvolver doenças do coração, pressão alta e diabetes. Dietas ricas em gordura também resultam em maior risco de se contrair um câncer de cólon. Num fast-food, os pratos são geralmente frituras regadas a muita maionese e outros molhos. Esse excesso de gordura saturada na alimentação resulta em aumento da taxa de colesterol sangüíneo, que, por sua vez, pode causar o entupimento das artérias, o enfarte e o derrame cerebral.
  • Sal – Além do sal já presente na maioria dos pratos, muitos costumam acrescentar ainda mostarda, ketchup e toda sorte de molhos. O resultado pode ser a hipertensão arterial, um dos fatores de risco para as cardiopatias.
  • Açúcar – Geralmente o acompanhamento do prato é um refrigerante, o que só faz engordar. Além disso, refrigerantes podem provocar cáries.

 

E faltam…

  • Vitaminas – São substâncias orgânicas que promovem e mantêm um bom equilíbrio vital – uma visão acurada, a formação de células do sangue, dos ossos e dos dentes e um bom ritmo cardíaco – e ainda ajudam na conversão dos outros nutrientes em energia. Como o corpo humano não é capaz de sintetizá-las, precisam ser ingeridas diariamente.
  • Sais minerais – São micronutrientes que contribuem para conservar e renovar os tecidos do corpo humano, excitar as células nervosas e desencadear bom número de reações químicas do organismo.
  • Fibras – São importantes para o bom trânsito gastrointestinal e ajudam a reduzir o nível de colesterol no sangue. Refeições de fast-foods geralmente são pobres em fibras, pois se utilizam pouco dos vegetais folhosos, das frutas com casca e dos cereais integrais.

 

Propaganda apela para cores

O apelo publicitário usado pelas empresas do ramo tem armas bem conhecidas: cores atrativas, vermelho e amarelo principalmente – capazes de despertar o centro do apetite no hipotálamo –, e imagens que dão água na boca. O bombardeio mercadológico pode acontecer em qualquer lugar: nos outdoors, nos ônibus, na TV, no cinema, em faixas estendidas nas esquinas…

Especialistas explicam que a função da propaganda no campo alimentar é criar no inconsciente do consumidor a “necessidade” de comprar aquele alimento. Ao adquiri-lo, ele leva a ilusão de um “status”, “da liberdade de escolha” ou da “modernidade”. Nesse jogo de marketing, a educação alimentar tem pouco espaço: cabe ao consumidor aprender a distinguir por si mesmo quais os alimentos supérfluos e quais são realmente importantes para sua saúde. Um aprendizado que está engatinhando no Brasil.

 

Crianças, as maiores vítimas

Quase metade dos comerciais veiculados na TV – na frente da qual as crianças costumam passar boa parte do seu tempo – é de alimentos e muitos estão direcionados ao público infantil. Geralmente, esses alimentos são pobres em fibras e ricos em açúcar, gordura e sódio. Além disso, a TV desencoraja a atividade física e estimula, cada vez mais, o uso passivo do tempo de lazer.

Um estudo feito no Canadá em 1983 já mostrava a influência dos fast-foods sobre o comportamento social das crianças e dos adolescentes. Naquele país, três de cada dez jovens não tomavam café da manhã, compensando essa deficiência com lanches no fim da tarde – muitos dos quais feitos fora de casa. Para a maioria dos jovens, comer é uma forma de desenvolver relações sociais.
Porém, o fast-food vicia o paladar: há grandes chances de essa criança ou esse adolescente adepto das refeições rápidas tornar-se um adulto que se alimenta mal e, portanto, carente de nutrientes ou portador de obesidade.

 

 

 

Soluções: bom senso e informação

Assim, cabe aos pais, em particular, servir-lhes de modelo. Recomenda-se que eles ofereçam aos filhos desde cedo uma grande variedade de alimentos nutritivos, apropriados ao seu desenvolvimento. Quanto aos fast-foods, basta ter bom senso e só recorrer a eles de vez em quando.

O IDEC julga ainda que esses estabelecimentos deveriam estampar informações sobre calorias, proteínas, gorduras, carboidratos, sódio e colesterol, e advertências para fenilcetonúricos e diabéticos contidos em seus pratos. Assim, o consumidor saberia mais sobre os lanches que quer comer.

 Roberta Peixoto Martins - Nutricionista GANE

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